Dra Rafaela Salvato
Diretora Técnica: Rafaela de Assis Salvato Balsini CRM/SC 14.282

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Dermatologia Clínica

Dermatite Atópica

A dermatite atópica é a doença mais comum que ataca a pele, afetando em média de 10 à 15% da população mundial segundo a Associação de Apoio à Dermatite Atópica. Conhecida também como Eczema Atópico é uma doença com diferentes graus de acometimento, mas que pode ter comprometimento importante na qualidade de vida de seus portadores. As erupções coçam muito e descamam, dando um aspecto seco e opaco às regiões afetadas, correndo o risco de lesões e infecções pelo contato frequente das mãos e unhas.

É uma doença inflamatória de caráter crônico, com períodos de exacerbaçãoo e melhora, comumente associada a asma, rinite alérgica ou urticária. Em geral está muito relacionada à genética e começa na infância, podendo melhorar ou não até a fase adulta. O paciente atópico caracteriza-se principalmente por uma pele seca que responde de maneira mais “exagerada” ao contato com produtos químicos em geral, ácaros, poeira, etc. Pessoas atópicas são ainda mais susceptíveis a infecções bacterianas, virais e fúngicas pela diminuição de sua imunidade (defesa do organismo).

Ela é resultado de uma reação hipersensível, como nas alergias, o que causa uma inflamação mais prolongada da pele. Comum em bebês e crianças, a doença tende a ser genética, mas, normalmente melhora ou é amenizada na fase adulta.

A pele seca e áspera do atópico provoca geralmente muita coceira. Esta coceira normalmente leva às lesões avermelhadas com graus de descamação variáveis. Em geral, as lesões se iniciam no rosto e podem disseminar pelo corpo, principalmente no pescoço, atrás dos joelhos e cotovelos, glúteos, etc. A pele sensível fica facilmente irritada com o uso de perfumes, compostos contendo álcool, materiais sintéticos e alguns tipos de cosméticos.

Pacientes com dermatite atópica geralmente apresentam níveis elevados de imunoglobulina tipo E (lgE). A Imunoglobulina E é um anticorpo encontrado em baixa quantidade no sangue e tem papel importante na imunidade contra parasitas. No caso dos atópicos, a imunoglobulina E está geralmente elevada, o que demonstra um caráter relacionado à imunidade do indivíduo.

Sintomas da dermatite atópica

– Coceira, a qual piora com a transpiração;

– Lesões avermelhadas, na maioria das vezes com escamas esbranquiçadas, que facilitam para a entrada de bactérias e aumentam as chances de infecção.

Cuidados Especiais

Cuidados devem ser tomados a fim de evitar o agravamento do eczema. Alguns fatores como pele seca, alergias, gripes, resfriados, exposições a ambientes sujos, uso de produtos de higiene pessoal que levam fragância e corantes em sua composição ou até fatores emocionais podem colaborar para o agravamento da crise.

Tratamentos da dermatite atópica

Existem diversos tipos de tratamentos hoje no mercado para o tratamento da dermatite atópica. Não há cura para a doença, infelizmente, mas o principal foco do tratamento é melhorar a qualidade de vida do paciente. É importante evitar o uso de substâncias agressivas, banhos rápidos e mornos, com uso de pouco sabonete, muito hidratante e uma alimentação saudável. Durante as crises, existem pomadas e loções, fototerapia, medicações injetáveis e orais para diminuir as lesões.

Assim, a dermatite atópica pode ser contida se seguida a risca o tratamento indicado pelo dermatologista.

Uma alimentação rica em vitamina C e K, proteínas, aminoácidos, ferro e zinco colaboram com a  multiplicação dos fatores que ajudam na regeneração e cicatrização da pele.

Outros fatores que auxiliam a recuperação da pele são: evitar a coçadura no local das lesões, para evitar infecções e feridas, não tomar banhos muito quentes, pois ressecam ainda mais a pele, bem como manter a pele hidratada com cremes para pele secas e ressecadas.

Dê preferência a sabonetes líquidos suaves ou neutros e use toalhas macias e felpudas para se secar. Evite tecidos sintéticos, preferindo os de algodão, pois são bem menos irritantes para a pele.

A exposição solar em horários adequados e por tempo limitado pode auxiliar no tratamento de algumas lesões. Em alguns casos, a fototerapia, com uso de câmaras que emitem ondas ultravioletas podem auxiliar no tratamento. Casos mais graves em geral precisam de medicamentos imunossupressores de alta potência de uso oral ou injetável.

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Dra. Rafaela Salvato – Dermatologista em Florianópolis – Dermatite Atópica