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Dermatologia Clínica

Câncer de Pele

O câncer de pele é uma doença que se caracteriza pelo crescimento anormal e desordenado das células cutâneas, causando o que conhecemos como tumor. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), estima-se que em 2014 teremos perto de 100.000 novos casos de câncer de pele não-melanoma em homens e em torno de 85.000 novos casos em mulheres em todo o Brasil. Existem diversos tipos de câncer de pele, pois existem vários tipos de células que compõem nossa cútis.

Se detectado em sua fase inicial, existe grande probabilidade do câncer de pele ser curado. Quanto mais o paciente demorar em procurar um médico, mais difícil será o tratamento e cura da doença. A pele é um órgão que exige cuidados diários, como a proteção solar. Portanto, o mais indicado contra o câncer de pele é estar sempre prevenido e com a pele protegida.

Tipos de câncer de pele

Melanoma: é um tipo de tumor maligno que atinge a pele e pode atingir outros órgãos ou outras partes do corpo como pulmão, mucosas, cérebro e fígado. Origina-se pelo crescimento indevido das células que produzem pigmento, denominadas melanócitos. É um dos tumores malignos mais perigosos e apesar de ter incidência menor que os demais cânceres de pele, apresenta maior risco de metástases e também maior letalidade (risco de morte). A área mais comum de aparecimento de melanoma nos homens é o dorso e nas mulheres são os membros inferiores. Acredita-se que o melanoma esteja mais relacionado à exposição solar intensa esporádica. Ou seja, pessoas que não pegam sol constantemente, porém quando o fazem, ficam por um longo período e sem proteção solar, o que agride muito a pele e leva às queimaduras solares.

Não melanoma: dividido em dois tipos, os cânceres chamados de não melanoma são mais comuns de ocorrer. O carcinoma basocelular é um tumor formado por células basalóides e é o mais frequente e menos agressivo dos cânceres não melanoma. Já o câncer do tipo carcinoma espinocelular ou epidermoide é mais agressivo e de desenvolvimento mais acelerado do que o basocelular, porém se detectado precocemente também apresenta altas taxas de cura. Ambos os tipos de câncer de pele não-melanoma são mais comuns de ocorrer em áreas com exposição solar crônica, como a face, couro cabeludo, colo e dorso.

Causas e fatores de risco do câncer de pele

– Quanto maior for o tempo de exposição ao sol ao longo da vida, principalmente sem proteção, maior será a chance de o indivíduo desenvolver a doença. Exposição solar sem proteção causa agressões à pele que, com o passar dos anos, podem levar a alterações celulares chamadas de mutações e causar tumores. Um exemplo do quanto o sol pode prejudicar a pele são as queimaduras. Quanto maior o número de queimaduras solares o paciente teve durante sua vida, mais propenso estará a ter câncer de pele.

– A faixa etária mais acometida pela doença é a de adultos com mais de cinqüenta anos, o que nos permite concluir que o câncer de pele, principalmente o não-melanoma, atinge mais pessoas que provavelmente passaram mais tempo de suas vidas expostas ao sol, conforme mencionado no item acima como fator de risco.

– Os homens são os mais acometidos pela doença, provavelmente pelo fato de se preocuparem menos com a proteção solar do que as mulheres e trabalharem mais do que as mulheres em ambientes expostos à luz solar durante o dia todo, como em construções, por exemplo.

– Pessoas com pele, cabelos e olhos claros têm mais chance de desenvolver o câncer de pele, pois em sua constituição genética têm a pele menos resistente e mais sensível que as demais pessoas, assim como os albinos, pessoas com sardas e com muitas pintas pelo corpo.

– A herança genética também influencia na tendência em ter a doença. Se algum familiar já desenvolveu o câncer de pele, o risco de haver novos casos nesse mesmo núcleo familiar é maior. Se a pessoa já teve um câncer de pele, a probabilidade de ter novos focos da doença é maior do que quem nunca teve anteriormente, assim como pessoas com o sistema imunológico debilitado também estão mais suscetíveis ao aparecimento da doença.

Sinais e Sintomas do Câncer de Pele

Qualquer anormalidade na aparência da pele, principalmente nas partes mais expostas ao sol, pode ser um sinal, como o aparecimento de manchas, irregularidades, nódulos e caroços, feridas que não cicatrizam, sangramentos e crostas sem motivo aparente.

Além disso, sinais mais sutis como perda de elasticidade, cor avermelhada, enrugamento, pele descamada que não cicatriza e sangramento fácil devem ser relatadas a um dermatologista, pois podem ser indícios de câncer de pele. Dor e prurido (coceira) no local de pintas e lesões de pele também devem ser levadas em consideração.

Diagnóstico do Câncer de Pele

O primeiro exame a ser realizado e também o menos invasivo deles é o exame clínico, no qual o médico dermatologista, usando o dermatoscópio (uma lente de aumento especialmente desenvolvida para a análise da pele), irá analisar as alterações relatadas em sua pele. Em alguns casos, no entanto, as alterações clínicas são evidentes a olho nu e o dermatoscópio não é necessário.

Caso haja necessidade de investigar melhor o problema, o dermatologista irá solicitar uma biópsia, que é a retirada de um pedaço da área afetada para análises clínicas ou até a retirada da lesão inteira. Posteriormente, o material é enviado para análise de um médico patologista, que irá estudar o material e fornecer um laudo anátomo-patológico.

O exame de dermatoscopia digital é outro auxiliar no diagnóstico. Ele consiste numa fotografia aumentada da pele, onde se pode visualizar com maior detalhamento a pele do paciente, para que haja um diagnóstico mais exato do problema. É recomendado principalmente para pessoas com múltiplos sinais, que precisam manter um acompanhamento clínico anual ou mais frequente, conforme cada caso.

A microscopia confocal é uma nova ferramenta para a tentativa de diagnóstico dos cânceres de pele sem a necessidade de cortes. Contudo, seu uso ainda é limitado a grandes centros e sua capacidade diagnóstica vem sendo aprimorada, mas pode ser um grande avanço no futuro para que possamos entender melhor e diagnosticar mais precocemente as lesões malignas da pele.

Tratamento e prevenção do Câncer de Pele

O meio mais comumente utilizado para tratar o câncer de pele é a cirurgia para a retirada do tumor. Existem diferentes métodos para retirada completa do tumor, incluindo técnicas como a exérese simples e posterior análise do patologista, a cirurgia micrográfica, entre outros. Alguns tipos de cânceres de pele, quando diagnosticados precocemente, podem ser tratados de formas mais conservadoras, como com curetagem, tratamento tópico com imiquimod, terapia fotodinâmina, etc. De acordo com o tipo histológico, local do acometimento e a profundidade da lesão é que o médico dermatologista poderá julgar qual o melhor tratamento para cada caso.

Além disso, após o tratamento da lesão, o acompanhamento regular de toda a pele é fundamental e podem ser necessários exames laboratoriais e medidas complementares para o tratamento.

Cuidados indispensáveis serão reforçados pelo médico após o tratamento, como evitar se expor ao sol e proteger bem a pele com protetor, camiseta, chapéu, principalmente nos horários de sol mais intenso (10h às 16h). Esses cuidados são fundamentais para a boa recuperação e a prevenção de novos tumores.

Manter um acompanhamento com o dermatologista, especialmente se a pessoa se enquadra nos grupos de risco, é essencial para estar sempre prevenido contra o câncer de pele e ter sua pele mais saudável e livre da ação nociva dos raios solares.

 Mais informações no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia

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Dra. Rafaela Salvato – Dermatologista em Florianópolis SC – Câncer de Pele